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Dassault Falcon 10X faz o primeiro voo e mira certificação em 2027
O futuro topo de linha da Dassault, com a cabine mais larga da aviação executiva, decolou pela primeira vez em 19 de junho num voo de 2h30. Com 7.500 milhas náuticas de alcance e dois motores Rolls-Royce Pearl 10X, o programa avança rumo à certificação prevista para 2027.


O Dassault Falcon 10X, futuro carro-chefe da fabricante francesa, decolou pela primeira vez em 19 de junho, num voo inaugural de duas horas e meia. O marco abre oficialmente a campanha de ensaios em voo do programa, que a Dassault conduz com meta de certificação em 2027.
O argumento central do 10X é a cabine. Com 2,77 metros de largura e 2,03 metros de altura, ela é apresentada pela Dassault como a mais larga e mais alta da aviação executiva construída para essa finalidade — cerca de 20 cm mais larga que a do maior concorrente direto. Em uma faixa de mercado em que o desempenho já é dado, o espaço interno virou o principal campo de disputa, e o 10X entra mirando exatamente esse ponto.
No desempenho, o modelo combina alcance de 7.500 milhas náuticas — suficiente para ligar sem escala praticamente qualquer par de grandes centros globais — com velocidade máxima operacional de Mach 0,925 e teto de 51.000 pés. A propulsão fica a cargo de dois Rolls-Royce Pearl 10X, a maior e mais potente versão da série Pearl, com mais de 18.000 libras de empuxo cada.
Para o comprador de ultra longo alcance, o 10X recoloca a Dassault na disputa direta com Gulfstream e Bombardier no topo absoluto do mercado. O primeiro voo é apenas o começo de uma jornada de testes que costuma levar anos, mas transforma o projeto de promessa em produto em desenvolvimento real — e dá aos clientes que já reservaram posição um horizonte mais concreto de entrega.











