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Embraer entrega 45 jatos executivos no 2º trimestre, melhor marca em 16 anos
A divisão de aviação executiva emplacou 45 jatos entre abril e junho, alta de 55% sobre o trimestre anterior. O Phenom 300 puxou o volume com 20 unidades, e a produção do Praetor 600 triplicou. A fabricante mantém a projeção de 160 a 170 jatos executivos no ano.


A Embraer entregou 45 jatos executivos entre abril e junho, a melhor marca da divisão para um segundo trimestre em 16 anos. O número representa alta de 55% sobre os 29 jatos do primeiro trimestre e de 18% na comparação com o mesmo período de 2025. Somando a aviação comercial, a companhia entregou 65 aeronaves no trimestre, avanço de 48% sobre os três meses anteriores.
O detalhamento por modelo mostra onde está a força do portfólio. O Phenom 300, jato leve líder de mercado, respondeu por 20 das 45 entregas; o Praetor 600, supermédio de maior alcance da linha, somou 12 unidades e teve a produção triplicada de um trimestre para o outro; o Praetor 500 entregou 9; e o Phenom 100, 4. A distribuição confirma o peso dos jatos leves no volume e a aceleração recente dos médios renovados.
O ritmo tem leitura direta para quem acompanha o mercado. Depois de um primeiro trimestre mais lento, típico da sazonalidade da indústria, a fabricante recuperou cadência e chega à metade do ano bem posicionada para a meta anual de 160 a 170 jatos executivos, além de 80 a 85 comerciais. Entregar mais na segunda metade do ano é o padrão do setor, o que reforça a viabilidade da projeção.
Para o comprador, o recado é de disponibilidade e saúde industrial. Uma fabricante que sobe a produção sem sinalizar gargalo tende a oferecer prazos mais previsíveis e uma rede de suporte mais robusta — variáveis que pesam tanto quanto a ficha técnica na decisão de compra de um jato executivo.











